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09 de agosto de 2026 6 min de leitura

Quanto cobrar pelo aluguel de um pula-pula

A conta que quase nenhuma locadora faz: quanto custa de verdade colocar um brinquedo na rua — e em quantas festas ele se paga.

A maioria das locadoras define o preço olhando o concorrente do bairro. O problema é que o concorrente também está olhando alguém — e ninguém sabe se a conta fecha. O resultado é uma agenda cheia com margem apertada.

A pergunta certa não é "quanto os outros cobram". É: quanto me custa colocar esse brinquedo na festa, e em quantas locações ele se paga?

1. Comece pelo custo real de cada locação

Some tudo que sai do seu bolso para aquele brinquedo sair e voltar:

  • Combustível e desgaste do veículo (ida e volta, duas vezes: entrega e retirada)
  • Mão de obra de montagem e desmontagem — inclusive a sua, se for você quem monta
  • Limpeza e higienização entre uma festa e outra
  • Energia e material de manutenção (remendo, cola, motor, tela)
  • Uma reserva mensal para manutenção corretiva — o brinquedo vai rasgar em algum momento

2. Descubra em quantas festas o brinquedo se paga

Divida o valor que você pagou no brinquedo pela margem que sobra em cada locação. Um inflável de R$ 4.000 que deixa R$ 150 líquidos por festa se paga em cerca de 27 locações. Se ele sai 4 vezes por mês, são quase 7 meses só para empatar.

Esse número muda tudo. Ele diz se vale comprar a segunda unidade, se o preço está baixo demais e quanto tempo você fica exposto antes de começar a lucrar.

3. Não venda a hora — venda o dia ocupado

Um erro comum é precificar por hora de festa. Só que o brinquedo não fica disponível por hora: entre transporte, montagem, desmontagem e limpeza, uma festa de quatro horas costuma consumir o dia inteiro daquele item.

Se você cobra como se coubesse outra festa no mesmo dia — mas na prática não cabe — está vendendo mais barato do que imagina.

4. Diferencie o que realmente muda o custo

  • Distância: festa a 40 km não pode custar o mesmo que a três quarteirões
  • Horário: montagem de madrugada ou retirada tarde da noite custa mais caro
  • Fim de semana e datas de pico: é quando a demanda existe e a capacidade é escassa
  • Complexidade: brinquedo que precisa de dois montadores não é igual a um que precisa de um

5. Reajuste com dado, não com sensação

Sem registro, você não sabe qual brinquedo se paga e qual está sustentado pelos outros. Com o histórico de locações por item, a decisão fica simples: sobe o preço do que vive ocupado, descontinua o que não sai e compra a segunda unidade do que vive lotado.

Onde o FesFlow entra

O FesFlow registra cada locação por item e mostra, nos relatórios, quanto cada brinquedo faturou no período e quantas vezes saiu. É a base para você precificar olhando a sua operação — não a do vizinho.

Coloque isso em prática com o FesFlow

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