Quanto cobrar pelo aluguel de um pula-pula
A conta que quase nenhuma locadora faz: quanto custa de verdade colocar um brinquedo na rua — e em quantas festas ele se paga.
A maioria das locadoras define o preço olhando o concorrente do bairro. O problema é que o concorrente também está olhando alguém — e ninguém sabe se a conta fecha. O resultado é uma agenda cheia com margem apertada.
A pergunta certa não é "quanto os outros cobram". É: quanto me custa colocar esse brinquedo na festa, e em quantas locações ele se paga?
1. Comece pelo custo real de cada locação
Some tudo que sai do seu bolso para aquele brinquedo sair e voltar:
- • Combustível e desgaste do veículo (ida e volta, duas vezes: entrega e retirada)
- • Mão de obra de montagem e desmontagem — inclusive a sua, se for você quem monta
- • Limpeza e higienização entre uma festa e outra
- • Energia e material de manutenção (remendo, cola, motor, tela)
- • Uma reserva mensal para manutenção corretiva — o brinquedo vai rasgar em algum momento
2. Descubra em quantas festas o brinquedo se paga
Divida o valor que você pagou no brinquedo pela margem que sobra em cada locação. Um inflável de R$ 4.000 que deixa R$ 150 líquidos por festa se paga em cerca de 27 locações. Se ele sai 4 vezes por mês, são quase 7 meses só para empatar.
Esse número muda tudo. Ele diz se vale comprar a segunda unidade, se o preço está baixo demais e quanto tempo você fica exposto antes de começar a lucrar.
3. Não venda a hora — venda o dia ocupado
Um erro comum é precificar por hora de festa. Só que o brinquedo não fica disponível por hora: entre transporte, montagem, desmontagem e limpeza, uma festa de quatro horas costuma consumir o dia inteiro daquele item.
Se você cobra como se coubesse outra festa no mesmo dia — mas na prática não cabe — está vendendo mais barato do que imagina.
4. Diferencie o que realmente muda o custo
- • Distância: festa a 40 km não pode custar o mesmo que a três quarteirões
- • Horário: montagem de madrugada ou retirada tarde da noite custa mais caro
- • Fim de semana e datas de pico: é quando a demanda existe e a capacidade é escassa
- • Complexidade: brinquedo que precisa de dois montadores não é igual a um que precisa de um
5. Reajuste com dado, não com sensação
Sem registro, você não sabe qual brinquedo se paga e qual está sustentado pelos outros. Com o histórico de locações por item, a decisão fica simples: sobe o preço do que vive ocupado, descontinua o que não sai e compra a segunda unidade do que vive lotado.
Onde o FesFlow entra
O FesFlow registra cada locação por item e mostra, nos relatórios, quanto cada brinquedo faturou no período e quantas vezes saiu. É a base para você precificar olhando a sua operação — não a do vizinho.
Coloque isso em prática com o FesFlow
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